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design thinking aplicado na penseapp

O que é Design Thinking e como aplicar?

Quando o assunto é criar um produto, um serviço ou uma Startup, a primeira coisa que vem na cabeça de quem está começando ou até mesmo de quem é experiente é: Como é que eu começo? Isso é normal e tem solução! É o que vamos tentar resolver para nesse texto.

Antes de mais nada, deixa eu te falar uma coisa importante, o que vou falar aqui hoje, pode confrontar um pouco a forma como você imagina que um negócio seja criado ou um produto “inventado”. Até um tempo atrás, nós escutávamos muito sobre a importância de você de ter uma boa ideia para ter um negócio de sucesso. A gente acreditava que uma empresa era resultado de uma grande sacada, tinha até algumas pessoas que ensinavam técnicas para ajudar a ter boas ideias, como pensar enquanto se está tomando banho ou dando uma caminhada. Não estou dizendo que está errado, não tem certo ou errado aqui, mas eu vou mostrar como que as Startups de sucesso chegaram onde chegaram pensando um diferente.

Em vez de você ter uma grande ideia, uma sacada, imagine agora que você vai se concentrar em criar um produto ou um serviço olhando para os problemas que as pessoas possuem. O Nubank é um exemplo excelente!

Quando surgiu lá em 2016, não lançou nada revolucionário em termos de serviços financeiros, muito pelo contrário, lançaram um produto infinitamente mais limitado em termos de serviço do que qualquer banco tradicional oferecia Porém, eles focaram intensamente em resolver uma das maiores dores de quem utiliza um banco: as filas e o tempo de espera. E a partir desse problema, lançaram uma solução, que foi a criação de um App que permitisse que pessoas físicas criassem uma conta bancária em questão de minutos, sem ter que se deslocar até uma agência, sem ter que enfrentar filas. Ou seja, primeiro identificaram o problema que queriam resolver, e depois, criaram a solução, que é o aplicativo. E mesmo com um produto limitado, eles cresceram de forma exponencial, e até a data desse mateiral, já são 40 milhões de usuários. Nesse vídeo produzido pela Amazon AWS, David Velez fala um pouco sobre como ele começou o Nubank junto com Cristina Junqueira (Link).

Então, como é que a gente começa isso? Como que você pode começar sua Startup seguindo essa linha de pensamento? Aplicando o Design Thinking!!!

O Design Thinking é justamente um modelo intenso de criação cooperativo, é um tipo de abordagem que se concentra nos problemas a resolver e, não, em convencer pelo produto. Ele traz uma forma diferente de se pensar em termos de criação, e sempre focado nos usuários. Por isso, a criatividade e a empatia são as principais bases para essa abordagem.

Quer colocar em prática o DT? Então, vamos te ajudar, explorando agora as 4 etapas para você criar a sua Startup com essa abordagem, que são:

Etapa 1: Imersão

Etapa 2: Ideação

Etapa 3: Prototipação

Etapa 4: Desenvolvimento

Lembrando que não existe uma forma única para aplicar o DT, já que ele é uma abordagem, e não uma metodologia. Mas essas etapas são as que aplicamos aqui na penseapp para o desenvolvimento das Startups.

Etapa 1 - Imersão

Nessa etapa, vocês empreendedores devem mapear e coletar os problemas que desejam resolver, as dores que querem sanar, já tendo em mente algum tema central de seu conhecimento, do seu dia a dia, ou de sua formação.

Uma boa forma de fazer isso? Pega os famosos Post-Its -faz uma brincadeira aqui …. “Post-it é a marca, adesivos autocolantes” e junto com seus sócios e amigos, faça um brainstorming às cegas. Cada um começa a escrever os problemas que enxerga, mas sem mostrar aos outros, ao final de, 10 min, coloque tudo na parede e leia todos os problemas levantados em voz alta para que todos possam participar e agrupe as ideias similares.

Esse exercício é fundamental, pois é um momento em que nos dedicamos a entender os problemas das pessoas e da sociedade. Só cuidado! Garanta que estejam sendo coletados os problemas e não soluções. É muito comum isso acontecer.

Por exemplo:

Usuários de bancos reclamam das longas filas de espera para atendimento.

Usuários de bancos reclamam que ter que ir presencialmente ao banco para resolver algum problema, ou contratar algum serviço.

Pesquisas com pessoas utilizando o Google Forms também são ótimas formas de se coletar os problemas a resolver, o problema é que dependendo da forma que é construído o formulário, você poderá induzir o entrevistado, por isso cuidado para que você não coloque opiniões pessoais que venham a atrapalhar a coleta de dados.

Depois que já coletamos os problemas que desejamos resolver e já validamos em grupo, é interessante priorizar esses problemas por relevância. Prioridade é a chave do sucesso! Não adianta querer resolver todos os problemas, é impossível, mas devemos identificar aqueles que são mais fortes e mais frequentes, pois esses terão maior abrangência e impacto no mercado.

Etapa 2 - Ideação

Agora que a gente já conseguiu levantar os problemas e já conseguimos também priorizar por relevância, vem a segunda etapa de Ideação, que é quando vamos buscar as soluções candidatas. Existam muitas formas para fazer isso, mas eu gosto mais das soluções mais simples.

Reuna a galera novamente, e peça para que, com base naqueles problemas mais relevantes, eles comecem a sugerir ideias que possam solucionar esses problemas. Não interessa o quão viajada a ideia seja, aqui não é hora para tolir a criatividade, mas deixar ela fluir!

Pesquisas também são bem vindas, assim como na imersão e o resultado pode surpreender quando você escuta pessoas que estejam fora do seu circulo de amizades. Coletadas essas ideias, agora vamos analisar em conjunto e dar nota para elas. É fácil! leia cada uma e peça para que a equipe envolvida anote a nota que está dando para aquela solução. Ao final faça a média, e você irá perceber que algumas soluções irão se destacar e outras flopar.

Exemplo prático de uma ideia de solução:

Aplicativo que permita criar uma conta bancária de forma autônoma.

Aplicativo que permita contratar serviços sem ter que ir ä uma agência.

Etapa 3 - Prototipação

Agora que a gente já elencou as melhores ideias e separamos as mais fracas, vamos para a terceira etapa, que é a prototipação. Ou seja, é a hora de testar a sua solução por meio de um protótipo. Para isso, não há limites para sua criatividade.

Por exemplo: Destacamos como uma solução, a criação de um aplicativo. Então, podemos começar criando um protótipo de app utilizando uma das inúmeras ferramentas no mercado para esse fim. Aqui na penseapp nós usamos o Figma e o Adobe XD. Sem conhecimentos de programação, já é possível desenhar algumas telas, criar um fluxo e deixar pessoas reais testarem sua solução.

Nessa etapa, o importante é coletar feedbacks de usuários e vocês não precisam se preocupar em entregar um protótipo funcional, perfeito. Não é o objetivo. Eu mesmo conheço empresas cujo protótipo foi feito no papel, desenhado a mão, então não se deixe bloquear por conta de conhecimento tecnológico ou recursos. É claro, que se você dispõe desses recursos e conhecimento, aproveite porque tende a trazer melhores resultados.

O protótipo não precisa ser funcional, mas ele precisa simular a experiência que o usuário terá no MVP, o Produto Minimamente Viável, que é aquele menor produto, com o menor custo e tempo, mas já funcional, que permita que vocês possam validar a sua proposta de valor.

Então, após coletar os feedbacks dos usuários que usaram e testaram o protótipo, faça correções e ajustes com base nas opiniões, e planeje o seu MVP.

Etapa 4 - Desenvolvimento

Bom, agora já estamos na última etapa, que é o Desenvolvimento, a construção do MVP, que vai culminar no seu lançamento. Já sabemos os problemas que queremos resolver, já sabemos as soluções que devemos aplicar, e temos o conceito de um produto que irá tornar isso tudo realidade. Então mãos à obra e vamos construir essa solução.

Por exemplo: Aqui vamos codar e lançar no mercado esse MVP, para early adopeters, que são aqueles primeiros usuários da solução, mais abertos à possíveis limitações de um lançamento enxuto. Voltando ao caso do Nubank, ele começou com uma solução de cartão de crédito, antes de uma conta corrente.

O importante é não procrastinar a entrega de uma solução, tentando alcançar a perfeição.

Tem uma frase que eu gosto bastante de um dos livros mais importantes no mundo das Startups: A Startup Enxuta de Erick Ries, que diz: "Melhor feito do que perfeito". Em vez de você buscar a perfeição e não lançar nada, você deve lançar algo de forma enxuta, o mais rápido possível e com o menor custo possível, que seja fiel aos principais problemas que você mapeou na etapa 1, e que com o apoio dos primeiros usuários, você irá aprimorar a produto ao longo do tempo, e decolar.

Se a sua Startup não tem um braço de tecnologia, seja porque os participantes não tenham conhecimento em uma determinada tecnologia ou porque não há ninguém da área de software, é preciso correr atrás de uma empresa que resolva isso pra você. É isso que fazemos aqui na penseapp, construimos softwares de característica escalável, no formato de MVP ( relação custo x tempo x esforço).

Venha tomar um café conosco para falarmos sobre como podemos te ajudar a lançar sua Startup.

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